Medicamento pode melhorar sintomas maníacos da desordem bipolar






Fonte: Fórum Internacional de Desordens de Humor e Ansiedade, 03/12/2001
A gravidade dos sintomas maníacos que afligem as vítimas de desordem bipolar, forma de psicose que afeta cerca de 1 a 2% das pessoas no mundo, foi significativamente reduzida com a administração de Topamax (topiramate), durante um estudo com pacientes com histórico de resposta insatisfatória ou intolerância a medicamentos estabilizadores de humor. O estudo desse novo uso do Topamax, geralmente prescrito para o tratamento de convulsões epilépticas, foi apresentado dia 3 de dezembro no Fórum Internacional de Desordens de Humor e Ansiedade.

A desordem bipolar se caracteriza por oscilações excessivas e disruptivas no humor, variando de episódios maníacos, marcados por agitação extrema, problemas de concentração e "pensamentos acelerados", a períodos de depressão profunda. Dos 61 adultos participantes do estudo que durou 12 semanas, 70% experimentaram uma melhora de 50% ou mais na escala que mede a severidade dos sintomas maníacos. Além disso, 41% alcançou o critério para remissão.

"Os dados indicam que o Topamax pode ser uma terapia promissora para o tratamento da desordem bipolar, particularmente na administração dos sintomas maníacos que podem representar episódios destrutivos," afirmou Eduard Vieta, um dos responsáveis pelo estudo e afiliado ao Programa de Desordem Bipolar da Universidade de Barcelona.

Durante o estudo, 33% dos participantes tomaram apenas Topamax para tratar a desordem bipolar. Os restantes adicionaram a esse medicamento um ou mais estabilizadores de humor, incluindo lítio (28%), valproato (16%) e carbamazepina (11%). Muitos dos medicamentos utilizados para tratar essa desordem causam ganho de peso, geralmente levando à não-complacência. Entretanto, nenhum participante que tomou Topamax durante o estudo apresentou ganho de peso, ao contrário, mais de 39% perdeu uma média de 2 a 3 kg no período de 3 meses. A perda de peso não foi pronunciada em indivíduos com índice de massa corpórea elevado.

A dose inicial de Topamax administrada aos participante do estudo foi de 79 mg por dia e foram realizadas avaliações após 2, 4 e 12 semanas. A dose era aumentada em 20 a 60 mg a cada 3 ou 7 dias até que a máxima resposta clínica ou tolerabilidade ideal fosse alcançada. A dose média ao final do estudo era de 214 mg por dia.

Os efeitos colaterais mais comuns (reportados por 5 a 10% dos pacientes) incluíam parestesia (sensação de formigamento), sonolência, náusea, dores abdominais, dores de cabeça, tremores e distúrbios cognitivos (como perda da habilidade de concentração). Apenas um paciente abandonou o estudo por causa dos efeitos colaterais.

A desordem bipolar, ou psicose maníaco-depressiva, é difícil de ser diagnosticada já que seus sintomas podem ser confundidos com sintomas de depressão ou outros transtornos do humor. Sem tratamento, a doença pode ser uma ameaça à vida do paciente. Das pessoas que sofrem dessa condição, 25 a 50% tentam o suicídio, e 10 a 15% dessas pessoas são bem sucedidas na tentativa.
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